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Simplificando A Vírgula

Categoria: Outros
Simplificando A Vírgula

A vírgula indica uma pausa pequena, deixando a voz em suspenso à espera da continuação da frase. Por razões didáticas, vamos dividir o estudo da vírgula em duas partes: no interior de uma oração, separando seus membros, e no interior de um período composto, separando orações.

1 – A vírgula entre os termos de uma oração

- Para destacar um adjunto adverbial:
Ex: No final da aula, todos saíram rapidamente

- Para isolar o aposto:
Ex: João, o chefe da equipe, está muito animado

- Para separar um elemento intercalado:
Ex: Esse assunto, a meu ver, deve ser discutido mais tarde

- Para destacar os pleonasmos antecipados aos verbos:
Ex: Os meninos, eu os vi no quintal

- Para indicar a omissão de um ou mais termos da oração anteriormente expressos:
Ex: O vento está forte; o mar, agitado

- Para isolar o vocativo:
Ex: Professora, posso sair mais cedo?

- Para separar os elementos de uma enumeração:
Ex: O professor conversou com pais, alunos, professores, estagiários e funcionários da escola
OS.: Nesse caso, observe que não se usa a vírgula antes do último termo da enumeração quando ele é antecedido pela conjunção “e”.

- Para destacar o nome do lugar nas datas:
Ex: Salvador, 20 de julho de 2014

Lembrete: Nunca usamos a vírgula entre o sujeito e o predicado, entre o verbo e seus complementos, entre um nome e seus complementos, entre um nome e seu adjunto.
Ex: A festa durou muitas horas; Vou pegar minha bolsa; A poluição é prejudicial à saúde; Gosto muito dessas manhãs de primavera.

2 – A vírgula entre as orações:

- Para separar orações coordenadas assindéticas:
Ex: Vim, vi, venci

- Para separar orações coordenadas sindéticas (menos as que são iniciadas pela conjunção “e”):
Ex: Corri muito, mas não consegui pegar o ônibus
Lembrete: Orações coordenadas iniciadas por “e” separam-se por vírgulas em dois casos:
1) Quanto tem sujeitos diferentes:
Ex: Os alunos entraram, e a diretora começou a falar
2) Quando a conjunção “e” for usada repetidas vezes:
Ex: E todos cantaram, e dançaram, e brincaram bastante

- Para isolar orações intercaladas:
Ex: Não desanime, disse o chefe, pois a vitória está perto

- Para separar orações subordinadas adverbiais, principalmente quando elas vêm antes da principal:
Ex: Dado o sinal, começamos o jogo

- Para isolar as orações subordinadas adjetivas explicativas:
Ex: Ouro Preto, que é uma cidade antiga, tem um rico patrimônio artístico.


Rafaela Coronel

Título: Simplificando A Vírgula

Autor: Rafaela Coronel (todos os textos)

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Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

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Tema: Literatura
Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal\"Rua
Gertrude Stein foi uma escritora de peças de teatro, de peças de opera, de ficção, de biografia e de poesia, nascida nos Estados Unidos da América, e escreveu a Autobiografia de Alice B. Toklas, vestindo a pele, e ouvindo pela viva voz da sua companheira de 25 anos de vida, os relatos da historia de ambas, numa escrita acessível, apresentando situações caricatas ou indiscretas de grandes vultos da arte e da escrita da sua época. Alice B. Toklas foi também escritora, apesar de ter vivido sempre um pouco na sombra de Stein. Apesar de ambas terem crescido na Califórnia, apenas se conheceram em Paris, em 1907.


Naquela altura, Gertrude vivia há quatro anos com o seu irmão, o artista Leo Stein, no numero 27 da rue de Fleurus, num apartamento que se tinha transformado num salão de arte, recebendo exposições de arte moderna, e divulgando artistas que viriam a tornar-se muito famosos. Nestes anos iniciais em Paris, Stein estava a escrever o seu mais importante trabalho de início de carreira, Three Lives (1905).


Quando Gertrude e Alice se conheceram, a sua conexão foi imediata, e rapidamente Alice foi viver com Gertrude, tornando-se sua parceira de escrita e de vida. A casa, como se referiu atrás, tornou-se um local de reunião para escritores e artistas da vanguarda da época. Stein ajudou a lançar as carreiras de Matisse, e Picasso, entre outros, e passou a ser uma espécie de teórica de arte, aquela que descrevia os trabalhos destes artistas. No entanto, a maior parte das críticas que Stein recebia, acusavam-na de utilizar uma escrita demasiado densa e difícil, pelo que apenas em 1933, com a publicação da Autobiografia de Alice B. Toklas, é que o trabalho de Gertrude Stein se tornou de facto reconhecido e elogiado.


Alice foi o apoio de Gertrude, foi a dona de casa, a cozinheira, grande cozinheira aliás, vindo mais tarde a publicar algumas das suas receitas, e aquela que redigia e corrigia o que Gertrude lhe ditava. Assim, Toklas fundou uma pequena editora, a Plain Editions, onde publicava o trabalho de Gertrude. Aliás, é reconhecido nesta Autobiografia, que o papel de Gertrude, no casal, era o de marido, escrevendo e discutindo arte com os homens, enquanto Alice se ocupava da casa e da cozinha, e de conversar sobre chapéus e roupas com as mulheres dos artistas que visitavam a casa. Depois da morte de Gertrude, Alice continuou a promover o trabalho da sua companheira, bem como alguns trabalhos seus, de culinária, e um de memórias da vida que ambas partilharam.


Assim, este livro que inspirou o filme “Meia noite em Paris”, de Woody Allen, é um livro a não perder, já nas livrarias em Portugal, pela editora Ponto de Fuga.

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Liliana Félix Leite

Título:Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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