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O que se passa com o Mundo?

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Outros
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O que se passa com o Mundo?

Quantas vezes nos temos colocado esta mesma questão? Que será que se passa com o mundo? Parece que está tudo maluquinho!? Acredito que não existe um argumento ou justificação válida para o tipo de acontecimentos negativos que temos vindo a presenciar nestes últimos anos ou para o estado, aparentemente cada vez mais assustador a nível económico a nível mundial, existem sim vários. Varias são as causas que têm levado a um crescente número de efeitos negativos e atitudes que temos vindo a presenciar e a ouvir falar nos media.

A meu ver existem várias possíveis respostas mas apenas duas fazem mais sentido.




A primeira resposta põe a culpa do estado caótico do mundo nas pessoas e nos dirigentes que estiveram no poder a algumas décadas atrás, que não souberam antever o resultado da sua má gestão das finanças públicas e privadas, pensando que o dinheiro nunca iria acabar. Os que vieram antes, pensavam apenas no dia de hoje, passando essa mesma mentalidade consumista cada vez mais valorizada para esta ultima geração.

Mas será que isto é desculpa!? Não é a primeira vez que se vive um caos e irresponsabilidade a nível económica na história do planeta por causa dos erros do passado dos nossos antepassados ou por causa daqueles que se encontram no poder, aliás, a história da humanidade mostra-nos que isto é um facto socioeconómico recorrente ao longo das eras.

A segunda hipótese, que tem uma maior probabilidade de estar correta, ou que melhor complementa a ideia anterior ou qualquer uma das outras que se possa ter, é muito simplesmente justificada por, uma alteração demasiado grande e rápida nos valores, que nós enquanto seres humanos e/ou sociedade temos vindo a adotar. Faça a si mesmo esta pergunta: O que mudou no mundo nestes últimos 20 a 30 anos?

Não se terá dado uma alteração profunda na forma como educamos os nossos filhos? Não nos tornamos uma sociedade cada vez mais consumista? Que tipo de programas de televisão deixamos as crianças ver? Não passou a ver uma crescente dessensibilização daqui que era considerado errado? Não existirá também agora, graças à uma cada vez mais rápida evolução tecnológica, uma maior facilidade na transmissão e recepção de informação que muitas vezes não temos como filtrar?

Ficam estas duas ideias, qual acredita que está mais próxima da verdade? Ou estarão as duas igualmente certas? A verdadeira questão que nos deverá preocupar não é, como será que isto vai acabar. Mas sim o que podemos fazer para mudar as mentalidades que não ponderam acerca deste assunto e que precipitam o mundo para um caminho que poderá ser desastroso!?


Bruno Jorge

Título: O que se passa com o Mundo?

Autor: Bruno Jorge (todos os textos)

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Pulp Fiction: 20 anos depois

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Arte
Pulp Fiction: 20 anos depois\"Rua
Faz hoje 20 anos que estreou um dos mais importantes ícones cinematográficos americanos.

Pulp Fiction é um marco do cinema, que atirou para a ribalta Quentin Tarantino e as suas ideias controversas (ainda poucos tinham visto o brilhante “Cães Danados”).

Repleto de referências ao cinema dos anos 70 e com uma escolha de casting excepcional, Pulp Fiction conquistou o público com um discurso incisivo (os monólogos bíblicos de Samuel L. Jackson são um exemplo disso), uma violência propositadamente mordaz e uma não linearidade na sucessão dos acontecimentos, tudo isto, associado a um ritmo alucinante.

As três narrativas principais entrelaçadas de dois assassinos, um pugilista e um casal, valeram-lhe a nomeação para sete Óscares da Academia, acabando por vencer na categoria de Melhor Argumento Original, ganhando também o Globo de Ouro para Melhor Argumento e a Palma D'Ouro do Festival de Cannes para Melhor Filme.

O elenco era composto por nomes como John Travolta, Samuel L. Jackson, Bruce Willis, Uma Thurman e (porque há um português em cada canto do mundo) Maria de Medeiros.

Para muitos a sua banda sonora continua a constar na lista das melhores de sempre, e na memória cinéfila, ficam eternamente, os passos de dança de Uma Thurman e Travolta.

As personagens pareciam ser feitas à medida de cada actor.
Para John Travolta, até então conhecido pelos musicais “Grease” e “Febre de Sábado à Noite”, dar vida a Vincent Vega foi como um renascer na sua carreira.

Uma Thurman começou por recusar o papel de Mia Wallace, mas Tarantino soube ser persuasivo e leu-lhe o guião ao telefone até ela o aceitar.

Começava ali uma parceria profissional (como é habitual de Tarantino) que voltaria ao topo do sucesso com “Kill Bill”, quase 10 anos depois.

Com um humor negro afiadíssimo, Tarantino provou em 1994 que veio para revolucionar o cinema independente americano e nasceu aí uma inspirada carreira de sucesso, que ainda hoje é politicamente incorrecta, contradizendo-se da restante indústria.

Pulp Fiction é uma obra genial. Uma obra crua e simultaneamente refrescante, que sobreviveu ao tempo e se tornou um clássico.
Pulp Fiction foi uma lição de cinema!

Curiosidade Cinéfila:
pulp fiction ou revista pulp são nomes dados a revistas feitas com papel de baixa qualidade a partir do início de 1900. Essas revistas geralmente eram dedicadas às histórias de fantasia e ficção científica e o termo “pulp fiction” foi usado para descrever histórias de qualidade menor ou absurdas.

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Carla Correia

Título:Pulp Fiction: 20 anos depois

Autor:Carla Correia(todos os textos)

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