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Humberto Delgado, o homem que morreu pela liberdade

Categoria: Biografias
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Humberto Delgado, o homem que morreu pela liberdade

Humberto Delgado nasceu na aldeia Brogueira, perto de Torres Novas, no dia 15 de Maio de 1906. Era filho de Maria do Ó Pereira Delgado e de Joaquim Delgado. Humberto delgado teve três irmãs: Deolinda, Aida e Lídia. Aos 12 anos, Tinha um dia Humberto Delgado 12 anos, quando foi para o Colégio Militar, em Lisboa, onde ficou internado durante seis anos. Depois de terminar os estudos no Colégio Militar, entrou na escola do exército, onde conclui o curso de artilharia com dezasseis anos.

Aos 20 anos, Humberto Delgado participou no movimento militar de 28 de Maio de 1926 liderado pelo General Gomes da Costa, que derrubou a Primeira República e implantou a ditadura militar, abrindo caminho ao Estado Novo e à ditadura de Salazar. Inicialmente, enquanto exercia as funções de ministro das Finanças, António de Oliveira Salazar conseguiu impor o respeito, pois tinha conseguido a ordem no país que tanto se desejava.

Em 1945, Humberto Delgado fundou a TAP, companhia aérea ainda hoje conhecida por ser a companhia de bandeira do país, Transportes Aéreos Portugueses, já se designou Tap Air Portugal.

Mais tarde, Delgado compreende que o país tem que mudar, e formaliza a sua candidatura à presidência em 1958. A mensagem "obviamente demito-o" para Salazar não foi ignorada.
A 8 de Julho de 1958, ocorreu o acto eleitoral, e, ao contrário do que se espera, Américo Tomás foi reconhecido como o novo presidente da república. Não é que Américo Tomás fosse melhor candidato, mas tinha a vantagem de não estar contra o Dr. Salazar.

Humberto Delgado parte então para o exílio até a morte chegar até ele, pelas ordens de Salazar. O seu corpo foi descoberto numa vala em Villanueva del Fresno, assim como o da sua secretária, Arajaryr Moreira Campos.

Como era de se prever, o crime nunca foi investigado.
Aqui fica a canção do Exílio, para todos os exilados da ditadura militar:

Venho dizer-vos que não tenho medo
A verdade é mais forte que as algemas
Venho dizer-vos que não há degredo
Quando se traz a alma cheia de poemas

Em qualquer parte estou presente
Tomo o navio da canção
E vou direito ao coração de toda a gente


Daniela Vicente

Título: Humberto Delgado, o homem que morreu pela liberdade

Autor: Daniela Vicente (todos os textos)

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Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

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Tema: Literatura
Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal\"Rua
Gertrude Stein foi uma escritora de peças de teatro, de peças de opera, de ficção, de biografia e de poesia, nascida nos Estados Unidos da América, e escreveu a Autobiografia de Alice B. Toklas, vestindo a pele, e ouvindo pela viva voz da sua companheira de 25 anos de vida, os relatos da historia de ambas, numa escrita acessível, apresentando situações caricatas ou indiscretas de grandes vultos da arte e da escrita da sua época. Alice B. Toklas foi também escritora, apesar de ter vivido sempre um pouco na sombra de Stein. Apesar de ambas terem crescido na Califórnia, apenas se conheceram em Paris, em 1907.


Naquela altura, Gertrude vivia há quatro anos com o seu irmão, o artista Leo Stein, no numero 27 da rue de Fleurus, num apartamento que se tinha transformado num salão de arte, recebendo exposições de arte moderna, e divulgando artistas que viriam a tornar-se muito famosos. Nestes anos iniciais em Paris, Stein estava a escrever o seu mais importante trabalho de início de carreira, Three Lives (1905).


Quando Gertrude e Alice se conheceram, a sua conexão foi imediata, e rapidamente Alice foi viver com Gertrude, tornando-se sua parceira de escrita e de vida. A casa, como se referiu atrás, tornou-se um local de reunião para escritores e artistas da vanguarda da época. Stein ajudou a lançar as carreiras de Matisse, e Picasso, entre outros, e passou a ser uma espécie de teórica de arte, aquela que descrevia os trabalhos destes artistas. No entanto, a maior parte das críticas que Stein recebia, acusavam-na de utilizar uma escrita demasiado densa e difícil, pelo que apenas em 1933, com a publicação da Autobiografia de Alice B. Toklas, é que o trabalho de Gertrude Stein se tornou de facto reconhecido e elogiado.


Alice foi o apoio de Gertrude, foi a dona de casa, a cozinheira, grande cozinheira aliás, vindo mais tarde a publicar algumas das suas receitas, e aquela que redigia e corrigia o que Gertrude lhe ditava. Assim, Toklas fundou uma pequena editora, a Plain Editions, onde publicava o trabalho de Gertrude. Aliás, é reconhecido nesta Autobiografia, que o papel de Gertrude, no casal, era o de marido, escrevendo e discutindo arte com os homens, enquanto Alice se ocupava da casa e da cozinha, e de conversar sobre chapéus e roupas com as mulheres dos artistas que visitavam a casa. Depois da morte de Gertrude, Alice continuou a promover o trabalho da sua companheira, bem como alguns trabalhos seus, de culinária, e um de memórias da vida que ambas partilharam.


Assim, este livro que inspirou o filme “Meia noite em Paris”, de Woody Allen, é um livro a não perder, já nas livrarias em Portugal, pela editora Ponto de Fuga.

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Liliana Félix Leite

Título:Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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