Bem vindo à Rua Direita!
Eu sou a Sophia, a assistente virtual da Rua Direita.
Em que posso ser-lhe útil?

Email

Questão

a carregar
Textos | Produtos                                                    
|
Top 30 | Categorias

Email

Password


Esqueceu a sua password?
Início > Textos > Categoria > Arte > Quem ia à escola no Egito?

Quem ia à escola no Egito?

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Arte
Quem ia à escola no Egito?

No antigo Egito, tal como em outras civilizações, nem todos podiam ir à escola.
Assim, a escola dos egípcios, destinava-se apenas aos filhos da elite governante, isto é, de altos funcionários, sacerdotes e escribas.

Com efeito, eram estes que sucediam aos pais na profissão. No entanto, a maioria deles era analfabeta e as escolas funcionavam dentro dos templos e nalguns departamentos da administração.

Sómente os rapazes e as raparigas entre os cinco e doze anos, podiam frequentar a escola, onde aprendiam a a escrever, contar, fazer cópias e ditados. Inicialmente a escrita egípcia chamava-se hieroglífica e era composta de de cerca de 750 sinais.

Os materiais que utilizavam na escola incluíam dois godés, um para tinta preta e outro para tinta vermelha, um cálamo de junco para escrever e tabuinhas enceradas ou uma paleta, como suporte.

O papiro só era usado depois de dominarem bem a escrita,em virtude de ser um material caro.
A escola deveria ser muito diciplinada, deste modo recorriam a castigos corporais para todos obedecerem às regras.

Nem todos prosseguiam os estudos, a não ser alguns, que continuavam depois dos dezasseis anos.

Mas o ensino, no Egito procurava apenas responder às necessidades da administração do reino.
Na verdade, no Egito ainda não existia a ciência tal como nós a concebemos hoje. Os conhecimentos foram-se impondo como forma de responder às necessidades do quotidiano e da religião.

Desenvolveram a astronomia que surgiu como uma necessidade da construção de pirâmides e templos. Estas porêm eram orientadas pelos quatro pontos cardeais, uma vez que eles já tinham determinado o polo norte e conheciam estrelas, constelações e planetas.

Como ainda não havia relógios, mediam as horas com recurso a relógios de sol. A medicina também teve que evoluir graças à mumificação, que que permitiu conhecer melhor os órgãos e o corpo humano.

Mas , as doenças eram ainda atribuídas a causas religiosas, como o mau olhado ou um castigo divino. Os médicos eram escribas ou sacerdotes, em virtude de serem considerados mágicos. Eram eles que tratabvam de feridas, dentes, fraturas, medicamentos e otras coisas relacionadas com a doença.

A matemática também evoluiu, pois procurava responder a problemas ligados à administração e à arquitetura, registo de propriedades, cálculo das colheitas e dos impostos, construção de templos e túmulos.

Os egípcios usavam já o sistema decimal, as quatro operações da adição, subtração, multiplicação divisão e frações simples.


Teresa Maria Batista Gil

Título: Quem ia à escola no Egito?

Autor: Teresa Maria Gil (todos os textos)

Visitas: 0

708 

Comentários - Quem ia à escola no Egito?

voltar ao texto
  • Avatar *     (clique para seleccionar)


  • Nome *

  • Email

    opcional - receberá notificações

  • Mensagem *

  • Os campos com * são obrigatórios


  • Notifique-me de comentários neste texto por email.

  • Notifique-me de respostas ao meu comentário por email.

Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

Ler próximo texto...

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Literatura
Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal\"Rua
Gertrude Stein foi uma escritora de peças de teatro, de peças de opera, de ficção, de biografia e de poesia, nascida nos Estados Unidos da América, e escreveu a Autobiografia de Alice B. Toklas, vestindo a pele, e ouvindo pela viva voz da sua companheira de 25 anos de vida, os relatos da historia de ambas, numa escrita acessível, apresentando situações caricatas ou indiscretas de grandes vultos da arte e da escrita da sua época. Alice B. Toklas foi também escritora, apesar de ter vivido sempre um pouco na sombra de Stein. Apesar de ambas terem crescido na Califórnia, apenas se conheceram em Paris, em 1907.


Naquela altura, Gertrude vivia há quatro anos com o seu irmão, o artista Leo Stein, no numero 27 da rue de Fleurus, num apartamento que se tinha transformado num salão de arte, recebendo exposições de arte moderna, e divulgando artistas que viriam a tornar-se muito famosos. Nestes anos iniciais em Paris, Stein estava a escrever o seu mais importante trabalho de início de carreira, Three Lives (1905).


Quando Gertrude e Alice se conheceram, a sua conexão foi imediata, e rapidamente Alice foi viver com Gertrude, tornando-se sua parceira de escrita e de vida. A casa, como se referiu atrás, tornou-se um local de reunião para escritores e artistas da vanguarda da época. Stein ajudou a lançar as carreiras de Matisse, e Picasso, entre outros, e passou a ser uma espécie de teórica de arte, aquela que descrevia os trabalhos destes artistas. No entanto, a maior parte das críticas que Stein recebia, acusavam-na de utilizar uma escrita demasiado densa e difícil, pelo que apenas em 1933, com a publicação da Autobiografia de Alice B. Toklas, é que o trabalho de Gertrude Stein se tornou de facto reconhecido e elogiado.


Alice foi o apoio de Gertrude, foi a dona de casa, a cozinheira, grande cozinheira aliás, vindo mais tarde a publicar algumas das suas receitas, e aquela que redigia e corrigia o que Gertrude lhe ditava. Assim, Toklas fundou uma pequena editora, a Plain Editions, onde publicava o trabalho de Gertrude. Aliás, é reconhecido nesta Autobiografia, que o papel de Gertrude, no casal, era o de marido, escrevendo e discutindo arte com os homens, enquanto Alice se ocupava da casa e da cozinha, e de conversar sobre chapéus e roupas com as mulheres dos artistas que visitavam a casa. Depois da morte de Gertrude, Alice continuou a promover o trabalho da sua companheira, bem como alguns trabalhos seus, de culinária, e um de memórias da vida que ambas partilharam.


Assim, este livro que inspirou o filme “Meia noite em Paris”, de Woody Allen, é um livro a não perder, já nas livrarias em Portugal, pela editora Ponto de Fuga.

Pesquisar mais textos:

Liliana Félix Leite

Título:Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

Alerta

Tipo alerta:

Mensagem

Conte-nos porque marcou o texto. Essa informação não será publicada.

Pesquisar mais textos:

Deixe o seu comentário

  • Nome *

  • email

    opcional - receberá notificações

  • mensagem *

  • Os campos com * são obrigatórios